Auto investigação e o caminho espiritual

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Esther Veltheim[2]

Seja paciente na direção de tudo que está insolúvel no seu coração e tente amar as questões elas mesmas, como quartos fechados e como livros que são agora sendo escritos numa língua estrangeira. Não procure respostas, que não podem ser dadas a você porque você não está apto a viver com elas. E o ponto é, viver com tudo isso. Viva as questões agora. Talvez você irá gradualmente, então, sem perceber, viver em algum dia distante em direção ao futuro”. – Rainer Maria Rilke

Pergunte para vinte pessoas diferentes o que duas pequenas palavras “caminho espiritual” significam para elas e você irá provavelmente receber vinte respostas diferentes. Mas tem chance que muitas destas explanações irão conter o termo “ser iluminado”.

Caminho spiritual. Tornar-se iluminado, iluminar. Ser uma pessoa espiritual. Quase qualquer pessoa envolvida em cura alternativa ou algum tipo de yoga irá ter cruzado com essa terminologia ou mesmo regularmente usado esses termos.

Uma coisa é muito certa. Se seu objetivo é tornar-se iluminado, a crença que falta algo em você vai te pegar. O oposto também pode acontecer. Se seu objetivo é tornar-se iluminado, é possível que você esteja resignado com a ideia que existe alguma coisa que você precisa galgar ou antes algo tem que acontecer. Talvez o ego, o Eu, seus pensamentos. Talvez tudo isso.

E então, existem todo tipo de trajetórias espirituais que você pode considerar. E então existem todas as diferentes explicações sobre elas. E então existe o que você sente dentro de você. Talvez uma profunda frustração, uma nostalgia, uma sensação de “isso não é possível?!”, “existe algo mais”, “o que é a vida nisso tudo?”. Se você se relaciona com alguma coisa aqui, você não está sozinho. Espiritualidade é um assunto que tem algo de desconcertante, intrigante, sedutor, desafiador e direciona as pessoas para limite da loucura, provavelmente como nunca antes você experimentou.

Existem alguns maravilhosos ensinamentos e mestres no mundo que inspiram e catalisam nossa jornada espiritual. Alguns dos mais amados e renomados mitologistas e mestre em contar histórias, Joseph Campbell, nos convoca para nossa jornada espiritual chamado Jornada do Herói. E, claramente, nenhuma palavra melhor se aplica do que herói àquele que descreve qualquer um de nós que caminhe através da vida humana. Nada é certo, nada é premeditado, nada é garantido. Mesmo se nós não pensarmos em nós mesmos nessa jornada espiritual, somente ser humano já significa que estamos engajados numa jornada heroica.

Da perspectiva do BreakThrough, a vida espiritual significa: uma aventura de exploração do que é ser humano e viver essa vida humana tão plenamente como possível.

Como você talvez já saiba, existem quadro caminhos principais do Yoga –  Karma Yoga, Bhakti Yoga, Raja Yoga e Jnana Yoga. Esses são os caminhos espirituais usados por aqueles que se engajam numa jornada espiritual. Cada um é diferentemente conduzido para um temperamento particular e abordagem para a vida. Um dos quatro caminhos, Jnana, o caminho do conhecimento, é considerado um dos mais simples e o método mais direto de corte dos nossos equívocos sobre si mesmo. Como uma palavra simples é antítese da outra, o caminho é tradicionalmente o menos percorrido.

Porque o jnana yoga é considerado difícil e não seguido por qualquer um é porque ele requer um intelecto afiado; alguém com a capacidade de cortar através das concepções distorcidas de si. Ao fim, o jnana yoga pode ser bem chamado da yoga do questionamento. Não é que aqueles envolvidos em outro tipo de yoga não se coloquem questões. Ao contrário. O praticante de jnana explora as questões por elas mesmas num caminho que nenhum outro faz. É o caminho do discernimento: procurar diferenciar tão claramente quanto possível o que é real do que é irreal.

Vivendo na era da Informação que nós estamos, nunca antes os seres humanos estiveram expostos a tanto fluxo de informação. Nenhum de nós com um computador ou um smartphone ou televisão estamos disponíveis para sermos bombardeados com informação praticamente o tempo todo. Muito dessa informação parece convincente, até mesmo sedutora. Imagens, palavras, sons, ensinamentos, propagandas… e uma lista vai e vai sem parar.

Os benefícios são muitos, mas os perigos são igualmente numerosos. A habilidade do sistema humano para se adaptar a esse novo caminho de ser tem sido testado a todo momento. Muito do tempo que nós estamos desatentos a essa multiplicidade de instrusões elétricas estressantes, nosso sistema está absorvendo.

Como costuma acontecer quando nossos sistemas estão estressados, nós fazemos o que é mais fácil para nós. Nós queremos alívio imediato e nos preocupamos para que consequências a longo prazo caiam no esquecimento. Um dos mais comuns métodos de estresse que nós temos na era da Informação é presumir. Com tanta informação chegando até nós, é mais fácil ser como uma esponja, absorver a maior parte dela e economizar o tempo de questioná-la.

Em outras palavras, nunca houve um momento em que os seres humanos precisassem tanto aprimorar sua capacidade de questionar. Nunca houve um momento em que nossa vida como seres humanos tivessem tanta necessidade de examinar. Não é porque tempos obscuros e difíceis nunca existiram antes. Ao contrário, tudo que precedeu essa era tem requerido tremenda adaptação humana. Foram estes tipos de adaptações humanas que nos trouxeram a esta era, enfrentando inundações de informações.

Claramente, nunca houve um tempo de maior pressão do que aprender a arte do discernimento. No final das contas, nós precisamos aprender a arte do questionamento. Como uma criança pequena – direta, simples, com questões lógicas, que venham facilmente até nós. Isso significa que é da nossa natureza questionar claramente, simples e logicamente. Em algum lugar desse caminho, perdemos o contato com essa habilidade brilhante.

Entre a infância e o adulto, o intelecto torna-se uma palavra quase suja entre muitos nós. Nós esquecemos que pensar claramente e questionar claramente foi uma das coisas que nós realmente fazíamos muito bem. Vinha naturalmente. Isso significa que é inerente esse dom e que nenhum nós poderíamos ser privados.  Nós simplesmente precisamos nos valer disso.

Isso descreve o trabalho que fazemos no BreakThrough.


[1] Artigo gentilmente cedido pela autora através do site: https://www.breakthroughiba.com/.

[2] Esther is the Creator of the BreakThrough System and Co-Founder of the International BodyTalk Association (IBA). She resides in Europe and teaches advanced, interactive workshops in BreakThrough, in-person and online. She also runs ongoing BreakThrough Instructor Training programs and offers private, online BreakThrough sessions.

Esther is the author of Beyond Concepts – the investigation of who you are not, and Who am I? – the seeker’s guide to nowhere. Mais informações em https://www.breakthroughiba.com/instructors/.

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